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  • Ligia Rocha

Vamos falar de transgênicos?


São organismos geneticamente modificados (OGM) produzidos em laboratórios para alterar características da planta original. Todos os alimentos que contém transgênicos tem que ser identificados pelo "T" amarelo na embalagem.


Atualmente, mais de 83% do milho plantado no Brasil é geneticamente modificado. Da soja, o percentual é ainda maior: 95%. Existem vários tipos de alimentos transgênicos sendo desenvolvidos atualmente. O mais conhecido e plantado comercialmente é a soja que recebeu, por meio de técnicas da biotecnologia, um gene de um outro organismo capaz de torná-la tolerante ao uso de um tipo de herbicida, o glifosato. A transgenia facilita o controle das plantas daninhas pelos agricultores sem afetar a soja, permitindo que a soja resista a maiores quantidades de glifosato sem comprometer o seu desenvolvimento.


Além da carga maior de veneno, os alimentos transgênicos também podem:

1. Aumentar as alergias

2. Aumentar a resistência a antibióticos

3. Aumentar as substâncias tóxicas no alimento


Tudo isso sem contar os riscos ao meio ambiente e à agricultura...


As espécies transgênicas são protegidas por patentes, o que significa que o agricultor que decidir utilizá-las deverá pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia.

A consequência mais imediata é o aumento da dependência do agricultor das empresas transnacionais do setor. Isto por que, por regra contratual, o agricultor não pode utilizar as sementes do plantio anterior. Assim tem que comprar as sementes transgênicas a cada safra.


Além disso, é muito difícil o agricultor “se livrar” totalmente das plantas transgênicas, o que pode ocorrer com qualquer plantação, já que, caso ele não queira mais plantá-las, a chance de ainda nascer uma planta transgênica na plantação convencional existe. Caso isso ocorra, ele será compelido a pagar uma multa e mais royalties.


Também existe o risco da contaminação que pode ocorrer por meio de insetos ou até mesmo por meio do vento: é o caso do milho. Assim, se não existir um espaçamento adequado entre as lavouras transgênicas e convencionais, a contaminação pode ocorrer, pegando de surpresa o agricultor no momento da venda. Ocorre com frequência a perda de contrato desses agricultores, já que o comprador estava interessado em um produto não transgênico.


Alguns efeitos do uso de transgênicos no meio ambiente já foram verificados. Pesquisadores da Universidade Estadual de Iowa, nos EUA, observaram que o pólen de milho transgênico pode ser mortal para as borboletas Monarca. Além disso, no México os transgênicos contaminaram as variedades crioulas e populações silvestres de milho. Vale salientar que o México é considerado o centro de origem do milho. São diversos motivos para a preocupação com os efeitos dos transgênicos no ambiente. Dentre as principais razões se destaca a difusão de vegetais resistentes a pragas agrícolas que pode levar a supressão e eliminação em grande escala de uma série de espécies de insetos que são importantes para o equilíbrio ecológico, bem como para a polinização.

Orgulhosamente criado por Lígia Rocha. © 2018